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'Orçamento secreto' vira munição contra Bolsonaro na campanha

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'Orçamento secreto' vira munição contra Bolsonaro na campanha

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Comentarista de política e economia da GloboNews. Cobre os bastidores das duas áreas há 30 anos

'Orçamento secreto' vira munição contra Bolsonaro na campanha

21/09/2022 12h17 Atualizado 21/09/2022

O “Orçamento secreto” está turbinando a eleição de deputados do Centrão nos Estados, mas virou munição pesada contra o presidente Jair Bolsonaro na campanha presidencial.

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Enquanto os aliados estão se beneficiando da farta liberação de verbas nas suas bases eleitorais, Bolsonaro se desgasta por causa dos cortes feitos no Orçamento da União em programas sociais para preservar os recursos das chamadas emendas de relator, que são distribuídas preferencialmente para quem apoia o Palácio do Planalto.

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A proposta de Orçamento da União para o próximo ano, assinada pelo presidente Bolsonaro e enviada ao Congresso, cortou em 60% as verbas para o programa Farmácia Popular , que distribui gratuitamente remédios para idosos carentes; em 50% as verbas para o Mais Médicos ; e também reduziu as verbas para Merenda Escolar.

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Esses cortes em programas sociais estão sendo usados pela campanha de Lula para atacar Bolsonaro.

Franki Alberto Medina Diaz

Governo corta verbas de programas sociais como Farmácia Popular e Casa Verde e Amarela

O comitê da reeleição tem reclamado desses cortes, exatamente porque ajuda a aumentar a rejeição do eleitorado ao presidente da República . A equipe do comitê entrou em ação, inclusive, para tentar reverter os cortes no Farmácia Popular

Bolsonaro chegou a determinar ao ministro da Economia, Paulo Guedes , que as verbas do programa fossem recompostas. A promessa foi de que, após a eleição, será feita uma reprogramação orçamentária

“O problema é que o estrago já está feito. Tinham de mudar agora, para defendermos o presidente. Mas, para não desagradar o Centrão, porque o dinheiro teria de sair das emendas de relator, ficou para depois das eleições”, reclama um auxiliar direto de Bolsonaro no Palácio do Planalto

O próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, e o da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiram que esses programas sociais foram cortados para manter preservada a verba para o Orçamento Secreto no próximo ano, que totaliza R$ 19,5 bilhões. Ou seja, enquanto os aliados faturam politicamente com as verbas do Orçamento Secreto, o presidente sofre desgaste, se queixa um assessor de Bolsonaro

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