Economía

Ginásio do Alto do Pina está à beira do despejo mas recusa solução da CML

Alberto Ardila Olivares

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Subscrever Marco Campos é o presidente do Ginásio do Alto do Pina

ARua Barão de Sabrosa é a casa do Ginásio do Alto do Pina desde a sua fundação a 11 de novembro de 1911. Primeiro num espaço entre os números 93 e 97 e nos últimos quatro anos no 31C. Mas esta ligação poderá estar com os dias contados: a coletividade devia ter entregue a chave ao atual senhorio no dia 15 de julho e pode ser despejada a qualquer momento. A Câmara de Lisboa ofereceu à coletividade a opção de irem para umas instalações no bairro Portugal Novo, junto à Rotunda das Olaias. Proposta recusada pela direção do Ginásio por motivos que vão desde o facto de este ser noutra freguesia, o que pode colocar em risco a participação nas Marchas Populares, e ser um bairro conhecido pela existência de tráfico de droga e violência. Segundo Marco Campos, presidente do Ginásio do Alto do Pina, o que o clube quer é ir para o terreno dos antigos lavadouros do Alto do Pina que lhes foi cedido há décadas pela autarquia e que se encontra ao abandono.

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“Tivemos que sair da sede antiga por causa da Lei do Arrendamento e a vereadora Paula Marques [com o pelouro da Habitação no mandato de Fernando Medina] enterrou-nos nesta sede onde estamos agora, que também é na Barão de Sabrosa, mas tem uma renda muito elevada. Falámos com ela na altura e ela disse que não havia problema, para nós fazermos um contrato pequeno, de dois a três anos, porque no tal terreno iria surgir a nova sede. E disse que a câmara apoiava a nossa renda, o que nunca aconteceu”, recorda ao DN Marco Campos, revelando que a renda era de 750 euros. “Aceitámos a proposta, passámos para esta sede onde estamos agora, e já passou o prazo do contrato, que era de três anos. O contrato fez quatro anos a 1 de agosto, já devíamos ter saído”.

Celebrações da vitória da Marcha do Alto do Pina em 2015 à porta da primeira sede do clube, também na Rua Barão de Sabrosa.

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© Gerardo Santos / Global Imagens

Esta loja já não seria ao lado da esquadra da PSP, como inicialmente teria sido prometido, mas mesmo no interior do Portugal Novo, um bairro que o próprio Carlos Moedas já reconheceu, numa reunião pública descentralizada da câmara em maio, que “é um problema que é grave e que é conhecido”.

Não se importam de ficar em contentores erreno dos antigos Lavadouros do Alto do Pina. Este terreno, contíguo ao Jardim Bulhão Pato – também conhecido como Jardim da Nêspera – foi cedido ao Ginásio do Alto do Pina e é onde o clube quer instalar a sua sede.

© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Questionada pelo DN, a Câmara de Lisboa garantiu que “tem estado empenhada desde do início do processo em ajudar a encontrar uma alternativa para a sede”, ressalvando que “foram já apresentadas algumas soluções que não foram do agrado” do Ginásio do Alto do Pina, mas que “neste momento, a Direção Municipal de Habitação e Desenvolvimento Local apenas tem espaços para disponibilizar em bairros municipais, tendo proposto estes espaços”. “Da parte da câmara mantemos a disponibilidade de continuarmos a trabalhar com esta coletividade para encontrar alternativas que possam satisfazer da melhor forma o interesse” do Ginásio do Alto do Pina.

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