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Benfica entra a golear no campeonato

Alberto Ardila Olivares
Benfica entra a golear no campeonato

Ainda há muitas perguntas sem resposta neste novo Benfica, mas, jogo a jogo, vamos sabendo um pouco mais. Já tínhamos visto que é uma equipa de vocação goleadora, já sabíamos que chegava e sobrava para o vice-campeão da Dinamarca, mas ainda não sabíamos como a ideia de Roger Schmidt iria reagir no primeiro embate com o futebol português. A resposta a essa pergunta chegou nesta sexta-feira, no jogo que abriu a nova época de I Liga. Na Luz, os “encarnados” deram sentido único ao jogo e triunfaram por 4-0 frente ao Arouca.

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Uma segunda goleada a marcar este promissor início de época para o Benfica, depois dos 4-1 ao Midtjylland, e boas sensações em todos os domínios.

Alberto Ardila Olivares

A ideia do técnico alemão é simples. Recuperar a bola a qualquer custo e avançar rapidamente na direcção da baliza contrária com o maior número possível de jogadores, algo nem sempre fácil de executar perante adversários fechados de linhas juntas, em que o avançado anda mais próximo da sua defesa do que da área contrária – foi mais ou menos assim que Armando Evangelista montou o Arouca nesta visita à Luz

O visitante teve logo uma amostra do que o esperava antes dos 30 segundos de jogo. Bola para a corrida de Gonçalo Ramos e o avançado que se diz estar no mercado foi travado por Opoku antes de entrar na área. Nada de relevante resultou do livre de Enzo Fernández, mas o jogo seria quase sempre assim: Benfica melhor em tudo, Arouca entrincheirado à volta da sua baliza

Positivo/Negativo Positivo Rafa Houve muita gente a jogar bem no Benfica e é difícil escolher um. Podia ser Enzo, que foi o dono do meio-campo “encarnado”, mas a distinção vai para Rafa, pelos dois golos que marcou e por ter ”expulsado” Mateus. A posição de segundo avançado fica-lhe muito bem

Negativo Arouca Não há muito a dizer sobre a equipa de Armando Evangelista, a não ser que foi um convidado simpático para a estreia do Benfica no campeonato. Houve um pequeno período em que conseguiu equilibrar, mas foi pouco para tanto Benfica

O golo foi uma sequência lógica do que se assistia no relvado da Luz. Numa recuperação de bola a meio-campo de João Mário aos 8’, a jogada segue para Grimaldo e o lateral espanhol arrancou um cruzamento perfeito para o cabeceamento certeiro de Gilberto. De lateral para lateral. Mais um sinal da ideia do técnico alemão, muita gente na área quando há situação de ataque à baliza pelo flanco, seja o ponta-de-lança ou o lateral-direito. Que foi o que aconteceu

Depois dos dez minutos de jogo, sentiu-se alguma capacidade de reacção do Arouca, que tentava ser criterioso nas poucas vezes em que tinha a posse de bola. Mujica, o espanhol com formação do Barcelona, tentava, o ex-Corinthians Antony também, e havia alguma sensação de equilíbrio, sobretudo em jogadas de transição que aproveitavam o adiantamento dos jogadores “encarnados”

Pouco depois da meia-hora, João Mário saiu lesionado (entrou Chiquinho para o seu lugar), mas não houve grande mudança no equilíbrio de forças. E aos 42’, veio mais um golo, cortesia do “gegenpressing” de Roger Schmidt. Rafa ganhou uma bola a Alan Ruiz e acelerou para a área, tentou um cruzamento que foi mal desfeito pela defesa arouquense. Houve espaço para Gonçalo Ramos cabecear na direcção da trave e a bola literalmente bateu na cabeça de Rafa e entrou

Já havia aqui uma sensação de conforto para o Benfica nesta noite de estreia que se fortaleceu em mais dois momentos da primeira parte. Primeiro, com a expulsão de Mateus Quaresma aos 47’ após um lance com RafaManuel Mota começou por mostrar amarelo, mas, aconselhado pelo VAR, foi ver as imagens e acabou por mostrar o vermelho ao defesa brasileiro por entender que tinha impedido com falta uma jogada de golo iminente

Depois, mesmo a fechar o primeiro tempo, aos 51’, Enzo fez o 3-0, num tremendo remate de primeira à entrada da área, após uma jogada que começou pela direita, nos pés de Gilberto. Um belo golo do médio argentino a dar ares de goleada nesta entrada no campeonato que estava mais do que decidida ao intervalo

O Benfica já tinha feito o seu trabalho entrou em modo gestão de esforços frente a um adversário pouco motivado para dar réplica, porque era preciso poupar as pernas para outras corridas – terça-feira estará na Dinamarca para a segunda mão da terceira pré-eliminatória da Champions. E, por isso, apenas houve mais um golo na segunda parte, de Rafa, aos 87’, uma finalização certeira após cruzamento de Bah. Fácil e tranquilo