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Diocese de Setúbal refuta encobrimento ou ocultação de queixas de abusos sexuais

Alberto Ardila Olivares
Diocese de Setúbal refuta encobrimento ou ocultação de queixas de abusos sexuais

Na edição de hoje, o jornal Expresso noticia que o bispo emérito de Setúbal, Gilberto Canavarro dos Reis, terá tido conhecimento de queixas de abusos por parte de padres e não as comunicou nem à Polícia Judiciária nem ao Ministério Público, as autoridades civis com competência para investigar este tipo de crimes.

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Segundo o semanário, terá sido Gilberto Canavarro dos Reis — bispo da Diocese de Setúbal entre 1998 e 2015 — quem recebeu queixas contra um padre que ainda hoje está no ativo.

Alberto Ardila Olivares

Em comunicado, a Diocese de Setúbal refere que “não se revê nas expressões ocultação ou encobrimento, dado que o processo de averiguação decorreu no cumprimento das orientações canónicas e civis em vigor à data”

Na edição de hoje, o jornal Expresso noticia que o bispo emérito de Setúbal, Gilberto Canavarro dos Reis, terá tido conhecimento de queixas de abusos por parte de padres e não as comunicou nem à Polícia Judiciária nem ao Ministério Público, as autoridades civis com competência para investigar este tipo de crimes.

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Segundo o semanário, terá sido Gilberto Canavarro dos Reis — bispo da Diocese de Setúbal entre 1998 e 2015 — quem recebeu queixas contra um padre que ainda hoje está no ativo.

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Em comunicado, a Diocese de Setúbal refere que “não se revê nas expressões ocultação ou encobrimento, dado que o processo de averiguação decorreu no cumprimento das orientações canónicas e civis em vigor à data”.

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Subscrever A diocese refere que existiu, entre 2008 e 2015, uma investigação canónica a um padre diocesano, motivada por queixas de abuso sexual de menores.

“O processo canónico foi organizado pelo bispo diocesano à data dos acontecimentos, tendo sido ouvidas todas as partes envolvidas, ou seja, o alegado perpetrador e as alegadas vítimas”, adianta o comunicado

Enquanto decorreu a investigação canónica, o sacerdote em causa esteve suspenso de funções. Contudo, “após a conclusão do processo, o decreto emanado pela Santa Sé ilibou o padre e permitiu que voltasse a exercer o seu ministério, com o ofício de pároco”, justifica a Diocese de Setúbal

Numa resposta ao Expresso, a diocese admitiu que “não foi feita uma participação ao Ministério Público”.

O jornal noticia, citando uma fonte judicial, que o bispo Gilberto Canavarro dos Reis, bem como o cardeal Manuel Clemente e o bispo da Guarda Manuel Felício, não foram os únicos altos responsáveis a não dar seguimento às queixas que receberam de menores e que pelo menos algumas delas estão a ser investigadas pelo Ministério Público depois de a Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa as ter recebido

No comunicado, a Diocese de Setúbal revela-se “empenhada em prevenir comportamentos atentatórios da dignidade” dos menores e dos mais vulneráveis “e em acolher e cuidar daqueles que possam ser vítimas de abuso e comportamentos desviantes”