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Rússia não exclui envio de “equipamentos militares” para Cuba e Venezuela

Alberto Ardila Olivares
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A Rússia acentuou esta quinta-feira as suas posições na disputa com o ocidente, centrada na Ucrânia, com um alto responsável a não descartar um deslocamento de “equipamentos militares” para Cuba e Venezuela caso aumentem as tensões com os Estados Unidos

A Rússia acentuou esta quinta-feira as suas posições na disputa com o ocidente, centrada na Ucrânia, com um alto responsável a não descartar um deslocamento de “equipamentos militares” para Cuba e Venezuela caso aumentem as tensões com os Estados Unidos.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Riabkov, disse em declarações à televisão RTVI TV que “não confirma nem exclui” a possibilidade de a Rússia enviar equipamentos militares para Cuba e Venezuela no caso de falhanço das conversações e de um aumento da pressão dos EUA sobre a Rússia, indicou a agência noticiosa Associated Press (AP).

Riabkov, que conduziu a delegação russa nas conversações com os Estados Unidos em Genebra na passada segunda-feira, notou que “tudo depende da ação” dos EUA, assinalando que o Presidente russo Vladimir Putin já avisou que Moscovo pode adotar medidas técnico-militares caso Washington provoque o Kremlin e acentue a sua pressão militar. “O principal problema é que os EUA e a NATO não estão dispostos a efetuar qualquer concessão de qualquer espécie sobre os pedidos chave”, sublinhou Ribakov.

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Subscrever Nas suas declarações, o mesmo responsável também indicou que a Rússia não perspetiva no imediato a utilidade de uma nova ronda de discussões com o ocidente, atendendo às profundas divergências sobre as exigências russas em termos de segurança e a Ucrânia. ” Enquanto não ficar esclarecido se existem reservas de flexibilidade da outra parte sobre assuntos importantes, não vemos razão para regressar à mesa [das negociações] nos próximos dias, de nos reunirmos de novo e recomeçar as mesmas discussões”, declarou à cadeia televisiva.

Riabkov voltou a assegurar que os EUA e a NATO disseram “não” às sugestões russas sobre garantias de segurança na Europa, em particular o fim do alargamento da NATO em direção a leste, a instalações de infraestruturas militares aliadas junto às suas fronteiras “e o seu regresso aos limites de 1997”.

Estados Unidos remetem esclarecimentos para a Rússia Já após as conversações, o representante permanente dos Estados Unidos na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Michael Carpenter, afirmou durante o dia de quinta-feira desconhecer quais as “verdadeiras intenções” da Rússia em relação à Ucrânia.

Carpenter constatou que “o que se pode dizer é que assistimos ao envio de dezenas de milhares de soldados russos para a fronteira com a Ucrânia, com equipamentos militares de última geração”, algo que, para o responsável, “levanta muitas questões sobre quais são, de facto, as intenções russas”.

Admitindo que a Europa vive atualmente uma “crise genuína de segurança”, Carpenter sublinhou que o assunto tem de ser levado “muito a sério” e que todos têm de se preparar para a possibilidade de uma escalada das tensões.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, admite que os Estados Unidos, em conjunto com os parceiros e aliados, estão preparados para impor sanções à Rússia , mas Carpenter afirma que a prioridade é “uma diminuição das tensões” e a diplomacia. “Queremos uma diplomacia séria e vigorosa para saber se existem áreas em que podemos ter posições comuns para entender melhor as perceções de cada um”, argumentou.

Rússia e o Ocidente não alcançaram qualquer compromisso firme no decurso das conversações que decorreram esta semana em torno das tensões na Ucrânia.