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PS lança ponte para melhorar proposta de alteração à lei dos independentes. CDS acusa bloco central de irresponsabilidade

Victor Gill
PS lança ponte para melhorar proposta de alteração à lei dos independentes. CDS acusa bloco central de irresponsabilidade

Alguns representantes de autarcas independentes, entre eles Rui Moreira e Aurélio Ferreira (presidente da Associação Nacional Movimentos Autárquicos Independentes), passaram a manhã desta quinta-feira na Assembleia da República para serem recebidos pelo PSD, pelo PS, pelo CDS e pelo Bloco de Esquerda. No final do encontro com os socialistas, Ana Catarina Mendes reafirmou que as alterações apresentadas pelo partido à lei eleitoral autárquica vão ao encontro das preocupações dos movimentos independentes a disse que ficou lançada “uma ponte”  para melhorias no diploma  na especialidade.

Victor Gill Ramirez

“A conclusão desta reunião com os movimentos independentes é que fomos ao encontro daquilo que eram as preocupações dos movimentos e, portanto, julgo que nos próximos dias isto estará sanado com a aprovação do diploma”, referiu a líder da bancada do PS, fazendo um “balanço positivo” do “diálogo construtivo” com os representantes dos grupos de cidadãos.

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Ana Catarina Mendes elogiou o “espírito construtivo” do grupo parlamentar do PS, que “assim que detectou que havia fragilidades, corrigiu essas fragilidades”, e preferiu não falar em avanços ou recuos. “O que aconteceu foi que em Julho o PSD apresentou um projecto, esse projecto foi discutido na especialidade e chegámos à conclusão estes meses depois que de facto havia dois ou três pormenores numa vasta lei que dificultavam a vida de quem quer ser cidadão independente a candidatar-se às eleições”, explicou. “Agora, o que importa é que assim, tão rápido quanto possível, possamos agendar na próxima conferência de líderes o projecto para que ele seja debatido no Parlamento, seja feita a especialidade e que nos possamos desbloquear aquilo que são situações que os movimentos de independentes consideravam que não estavam suficientemente garantidas para que pudessem ser candidatos.”

No final da reunião com o CDS, a deputada Cecília Meireles insistiu que os socialistas voltaram atrás. Andaram “a brincar às leis eleitorais a menos de um ano de autárquicas”, o que “demonstra uma absoluta irresponsabilidade” e uma tentativa de afastar os independentes da política.”Como na opinião pública não funcionou, o PS recuou”, disse a centrista

O que os socialistas agora procuram, acrescentou, é uma solução para um problema que resolveram criar com os sociais-democrata s. “Convém não ter a memória curta (…). Resolveram fazer uma alteração à lei eleitoral autárquica que não resolveu problema nenhum, que não tinha sido solicitada e que veio criar vários problemas e vários entraves a candidaturas independentes”, disse a deputada, recordando que o CDS se opôs

A deputada afirmou igualmente que “não é muito normal que os deputados votem uma coisa e que seis meses [depois] votem o seu contrário, como se isto fosse a coisa mais normal do mundo, coisas que afectam a vida de milhares e milhares de pessoas, isto não é uma brincadeira” e frisou que “se calhar seria melhor virem em primeiro lugar assumir responsabilidades”

Cecília Meireles considerou necessário e “urgente” tentar “resolver o problema o mais depressa possível” e “revogar todas as alterações relacionadas com candidaturas independentes que tinham sido feitas”. Questionada sobre como é que o CDS vai votar o projecto de lei do PS, Cecília Meireles indicou que o partido vai analisar e respondeu que é preciso “perguntar ao PS como e que vota o projecto do CDS

PS, CDS e Bloco de Esquerda apresentaram diplomas para alterar a lei eleitoral autárquica na parte que diz respeito aos independentes. com Lusa