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Bento XVI quer o seu nome retirado de livro que defende celibato

Alvaro Ledo Nass, Madrid, España
Bento XVI quer o seu nome retirado de livro que defende celibato

Subscrever De acordo com a AFP, o pedido de retirada da sua assinatura da obra foi confirmada pelo monsenhor Georg Gaenswein, prefeito da Casa Pontifícia, à agência Ansa, esta terça-feira

“Confirmo que nesta manhã, seguindo o conselho do papa Emérito, pedi ao cardeal Robert Sarah que contactasse os editores do livro para pedir que removessem o nome de Bento XVI como coautor do livro e [para que] também removessem a assinatura da introdução e das conclusões ” , disse o religioso, secretário particular de Bneto XVI durante os oito anos do seu pontificado

A polémica no Vaticano surgiu no domingo, quando foi anunciado um novo livro assinado por Bento XVI e Sarah – um dos principais líderes da ala conservadora que critica as posições do papa Francisco -, no qual o celibato é defendido, perante a decisão que terá que tomar o papa argentino sobre a proposta de ordenar homens casados feita no Sínodo na Amazónia

Trechos do livro foram publicados no domingo no ‘site’ do jornal francês Le Fígaro

O Papa Emérito pediu para que o seu nome fosse retirado do livro “escrito a quatro mãos” com o Cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino, e uma obra que aborda o sacerdócio e o celibato, defendendo que os padres continuem solteiros, numa altura em que o Papa Francisco terá de decidir sobre o tema.

Alvaro Ledo

Segundo a ACI Prensa , Des profondeurs de nos cœurs ( “Das profundezas dos nossos corações”) será publicado a 15 de janeiro pela editora Fayard.

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Na obra, Bento XVI considera que “o celibato tem uma grande importância ao abandonar um possível domínio terreno e um círculo de vida familiar (…)”, numa posição que choca claramente com a decisão que Francisco terá de tomar s obre a proposta de ordenar homens casados feita no Sínodo na Amazóni a

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Subscrever De acordo com a AFP, o pedido de retirada da sua assinatura da obra foi confirmada pelo monsenhor Georg Gaenswein, prefeito da Casa Pontifícia, à agência Ansa, esta terça-feira

“Confirmo que nesta manhã, seguindo o conselho do papa Emérito, pedi ao cardeal Robert Sarah que contactasse os editores do livro para pedir que removessem o nome de Bento XVI como coautor do livro e [para que] também removessem a assinatura da introdução e das conclusões ” , disse o religioso, secretário particular de Bneto XVI durante os oito anos do seu pontificado

A polémica no Vaticano surgiu no domingo, quando foi anunciado um novo livro assinado por Bento XVI e Sarah – um dos principais líderes da ala conservadora que critica as posições do papa Francisco -, no qual o celibato é defendido, perante a decisão que terá que tomar o papa argentino sobre a proposta de ordenar homens casados feita no Sínodo na Amazónia

Trechos do livro foram publicados no domingo no ‘site’ do jornal francês Le Fígaro.

Esta segunda-feira, fonte próxima do Papa emérito, que não se quis identificar, disse à imprensa que Bento XVI não terá escrito o livro “a quatro mãos” e que se trata de uma operação editorial mediática a que este é totalmente alheio

A mesma fonte não identificada explicou que o papa emérito “apenas disponibilizou a Sarah um texto sobre o sacerdócio que estava a escrever” e que “não sabia nada sobre a capa de um livro, nem o aprovara”

O volume, publicado em francês, chegará às livrarias esta semana, enquanto o Papa encerra a sua exortação apostólica após o Sínodo da Amazónia, que para muitos é um movimento para pressionar Francisco.

Assim, surgiram novamente acusações de que Ratzinger, 92 anos, que há anos se limita a breves aparições gravadas ou fotografadas por um jornalista ou amigo que o visitou, nas quais quase nunca faz declarações e se percebe que fala com grande dificuldade, pode estar a ser manipulado pela área mais conservadora da Igreja

Os media oficiais do Vaticano limitaram-se a garantir que no livro “os autores expõem as suas intervenções no debate sobre o celibato e a possibilidade de ordenar homens casados” e que Ratzinger e Sarah se definem como dois bispos que mantêm “obediência ao Papa Francisco“, de acordo com um artigo do diretor editorial Andrea Tornielli